Wednesday, January 17, 2007



Verão

Verdades sobre o verão.

Verão. A estação da perdição, das paixões tórridas e efêmeras, do sol escaldante e da chuva forte. Todo mundo sente, todo mundo vive, todo mundo espera pelas histórias que estão por vir. Pouca preocupação, pouca roupa, muita expectativa. “É o verão, meu irmão!”. Muita ilusão. O que nunca se percebe é que o verão é uma estação paradoxal. Espera-se tudo sem, na verdade, poder esperar nada. Namoros terminam e amizades surgem. Famílias se separam e se reencontram. O sol ferve o sangue e aquece o coração, enquanto a chuva carrega sonhos. Perde-se a vergonha para dizer e fazer as coisas. E se faz. E se diz. Sem medo de se arrepender. Parece que assim como todos, a consciência também sai de férias. E some. O vento sopra mais devagar e o tempo passa mais rápido, como em todas as vezes que se está fazendo algo de bom. Até o mundo gira de uma maneira diferente. Toma-se sorvete com dor de garganta, bebe-se até cair, só para então levantar, beber e cair novamente. Se dorme muito, muito cedo. Ás sete. Da manhã. “É o verão, meu irmão!”. Até quem não gosta de praia, encontra nela seu segundo lar. Doce lar. Como limão, infinitamente gostoso, porém azedo. É a estação do olhar e da cegueira. As aparências reinam, e não enganam. O Brasil se torna um país de índios – como muitos estrangeiros ainda acreditam que seja-: pessoas seminuas e vermelhas em todo canto. Carnaval, rede e futebol. E quem se importa? Todo mundo é de todo mundo, e ninguém é de ninguém. Realmente paradoxal. Pessoas se vão pra sempre, lembranças e histórias ficam por toda a vida. O que não se pode esquecer, no entanto, é que esta continua. Sempre. Ou não. Verão dos acidentes de transito, das doenças incuráveis, dos amores não correspondidos. De dor. Verão dos desejos incontidos, das viagens inesquecíveis, das festas, dos churrascos. De alegria, gargalhadas. Uma explosão de sensações e experiências. Tão bom que poderia ser usado pra medir o tempo. Quantos verões você já viveu? A própria natureza parece caprichar. Afinal é nessa época que a gente costuma apreciar o que ela nos proporciona todos os dias, mas nunca reparamos. O verão do mesmo jeito que vem, vai embora. E leva consigo os amores. Afinal, são poucos os que sobem a serra. E os que sobem, às vezes encontram tantas dificuldades que acabam ficando no meio do caminho. Não sei se os sentimentos se despedaçam, feito folhas no outono. Ou se é o inverno que congela os corações. Pode ser que floresçam de novo na primavera, mas caso isso não ocorra, espere a próxima estação. É meu irmão, o verão.

Renata Pessoa.

postado por contando estrelas às 9:52 AM


5 Comente:
Anonymous Thá disse...

Muito lindo o texto.
Incrível sensibilidade Rê.
Amo você.

Beijos.

4:02 PM  
Anonymous Érica Vianna disse...

Cara eu nem conheço a pessoa que escreveu esse texto.. ;x
ma scara ficou fodah.. ;x
tah mt lndo.. mo sencibilidade..
amei.. ;x
;*

4:56 PM  
Anonymous Thá Nunes disse...

caracaaa
quem diriaaa....
nao sabia desse seu lado "escritora"
aUHaAuhAuhAUH ficou perfeito !!
muito lindooo
;**

7:52 PM  
Anonymous Gele disse...

Oi guria, fiquei feliz com sua visita ao meu blog!!! E mais feliz ainda por teres gostado do que andei escrevendo... Mas vejo que tb escreves mui bem! Não consegui comentar no blog que vc deixou o recado lá, acho que deve tar com algum problema nas configurações dos comentários!!!
Volte sempre viu? Vou add seu blog ao meus favoritos, ok?
Beijocas
Gele

8:11 PM  
Anonymous ISOCAAAAAAAAA disse...

uhuulll \o/
comentei no da Rê porque nao tinha visto postado já! Ficou foda, né não!? :P

1:11 PM  

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